Para anunciar oficialmente a troca de Daniela Carneiro (União Brasil-RJ) por Celso Sabino (União Brasil-PA) no Ministério do Turismo, nesta quinta-feira (13), o governo precisou do aval de três líderes do União Brasil – Luciano Bivar (PE), Elmar Nascimento (BA) e Davi Alcolumbre (AP).
Como mostrou o Bastidor, a demora em oficializar a troca teve mais a ver com a divisão nas bancadas do União Brasil, do que com a articulação política do Palácio do Planalto.
A opção por Sabino, que já foi mais unanimidade no partido, hoje representa mais a ala de Bivar, que preside o União Brasil e veio do PSL, do que a turma de Nascimento, líder da bancada na Câmara e veio do DEM.
No impasse que se formou no dia da votação da reforma tributária, em que deputados liderados por Bivar e Sabino pressionaram para adiar a análise da pauta na Câmara, o futuro ministro correu o risco de ficar sem o cargo porque fez o movimento à revelia de Nascimento.
Foi quando entrou em campo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que, além de ser aliado de Sabino, é muito próximo de Nascimento, e resolveu o impasse.
Um dirigente partidário disse ao Bastidor que a chegada de Sabino ao ministério do Turismo se deve hoje muito mais a Bivar e Lira, do que a boa parte da bancada do União Brasil.
É desejo do partido também ocupar a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), hoje comandada pelo ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ). Para manter o cargo, ele faz acenos: não cogita mudar o gerente de relações institucionais da empresa, o ex-deputado federal Junior Bozzella (União-SP), ligado a Bivar e dirigente da legenda.

