Procurados por aliados de Gleisi Hoffmann e Zeca Dirceu para apoiar um dos dois em uma eventual eleição suplementar para o Senado no Paraná, o ex-governador Roberto Requião e o seu filho, Requião Filho, ameaçaram deixar o PT e se filiarem à Rede. Um convite já foi feito, segundo um petista próximo à família.
Requião pai e filho querem ser candidatos, caso seja confirmada a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A tendência é que não tenham sucesso.
A manutenção das candidaturas e as ameaças de desfiliação, disse outra fonte, visam negociações futuras, como candidaturas do PT à prefeitura de Curitiba em 2024 e ao governo do estado em 2026.
Como mostrou o Bastidor, Gleisi já se movimenta e conta com o peso do cargo, presidência nacional do partido, e com a influência que tem no PT do Paraná para se cacifar para uma eventual disputa.
“Quem escolhe é o partido”, resumiu ao Bastidor Zeca Dirceu, líder da bancada do partido na Câmara.
Os Requião entraram no PT em 2022, após décadas no MDB. A relação com o novo partido tem sido tumultuada.

