Depois de ter engolido a candidatura de Ciro Gomes para presidente no ano passado, a direção do PDT tenta convencê-lo a disputar o Senado em 2026. Não quer esperar chegar perto do ano eleitoral, para evitar eventuais problemas com uma nova tentativa dele.
O PDT quer deixar claro desde já que não haverá qualquer comprometimento com uma eventual nova tentativa de Ciro de concorrer à Presidência da República. O PDT quer deixar para adiante a análise se terá candidato próprio ou se apoiará um nome de outro partido.
A avaliação interna é que a campanha de Ciro em 2022 teve uma relação custo-benefício ruim: custou caro e não deu o retorno esperado, pois o partido elegeu menos deputados no ano passado (17) do que em 2018 (22).
Normalmente, uma candidatura própria alavanca a eleição de deputados. Ao investir em Ciro, o PDT esperava eleger uma maior bancada, que garantiria mais dinheiro dos fundos partidário e eleitoral e mais tempo tem de TV nos quatro anos seguintes. Não foi o que aconteceu.
Ciro Gomes, que saiu da disputa eleitoral do ano passando jurando que não concorreria mais, andou comentando sobre a possibilidade de quebrar a promessa. O PDT não quer arriscar de novo.

