Deputados governistas e da oposição usam a CPMI do 8 de janeiro para se promover e se cacifar para as eleições municipais de 2024. Neste período de período de recesso parlamentar, avaliam pesquisas encomendadas sobre a comissão para calcular o impacto.
Na comissão, é comum que lulistas e bolsonaristas se revezem em declarações fortes e polêmicas de olho nos recortes para as redes sociais. “A lacração é com vistas em 2024. Acham que toda CPI será igual à da Covid, que teve aquela repercussão toda”, disse ao Bastidor um senador integrante da comissão que raramente aparece nas sessões.
Na ala governista, Rogério Correia (PT-MG) e Duda Salabert (PDT-MG) pretendem disputar a prefeitura de Belo Horizonte; Duarte Jr (PSB-MA) busca ser o nome do ministro da Justiça, Flávio Dino, na eleição para a prefeitura de São Luís.
Entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aparecem André Fernandes (PL-CE), que quer a prefeitura de Fortaleza, Filipe Barros (PL-PR), que não descarta disputar em Curitiba, e Nikolas Ferreira (PL-MG), que também vislumbra a prefeitura de Belo Horizonte.
A busca por holofote na CPMI é muito mais intensa entre deputados do que entre senadores. O Bastidor chegou a mostrar, às vésperas da instalação, que havia deputados interessados demais e senadores de menos na comissão.

