O governo prepara para o segundo semestre ações para se aproximar de setores que resistem ao PT e ao presidente Lula. Os alvos estão definidos após a Secretaria de Comunicação (Secom) contratar pesquisas que identificaram os públicos mais refratários à gestão petista.
São eles: mulheres evangélicas, trabalhadores por conta própria (os “uberizados”), agronegócio, servidores da segurança pública e jovens da periferia.
No caso dos jovens, a avaliação é que a maioria votou em Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas o governo até agora foi incapaz de dar uma resposta a eles.
O governo fez acenos nas últimas semanas ao agronegócio, com o Plano Safra, e aos servidores da segurança pública, com aprovação do reajuste de 18% para as forças do Distrito Federal. Faltam, ainda, as evangélicas.
Nos seis primeiros meses, Lula priorizou ações voltadas aos seus eleitores mais fiéis: moradores do Nordeste, com baixa escolaridade e que ganham até dois salários-mínimos.
O slogan a partir de agora passará de ‘O Brasil voltou’ para ‘O Brasil no rumo certo’. É esse o mote do governo para alcançar o eleitor que considera a gestão petista regular. Segundo dados da Secom, dois de cada três eleitores desta categoria não votaram em Lula em 2022.
Os números reforçam, na avaliação da comunicação do Palácio do Planalto, que há possibilidade de diálogo com esse grupo.

