Apesar de tratar como uma deselegância o anúncio de Marcio Pochmann para o IBGE sem o aval da ministra do Planejamento, Simone Tebet, o MDB garante que não houve abalo na relação com o governo. Quer evitar qualquer conflito com o presidente Lula às vésperas de uma reforma ministerial.
Ao Bastidor, um integrante limitou-se a dizer que o MDB apoia a posição de Tebet, de acatar o nome imposto pelo PT. Por trás da declaração, no entanto, há ausência de um apoio consistente à ministra, que é alvo de fritura por parte de correligionários de Lula.
Quando assumiu o ministério do Planejamento, Tebet foi considerada uma escolha pessoal de Lula, não necessariamente um nome do MDB. O partido brigou para ocupar uma outra pasta, além das três que comanda. As divergências fizeram com que ela fosse uma das últimas escolhidas pelo presidente.
Um parlamentar lulista do MDB disse ao Bastidor que, em caso de crise entre o governo e a ministra, a maior parte do partido não pensará duas vezes em ficar ao lado do Palácio do Planalto. Ele reforça que a posição de Tebet, de aceitar a indicação para o IBGE, é fruto das poucas alternativas políticas que restam a ela caso deixe o governo.

