Presidente da Câmara e líder do chamado centrão, Arthur Lira (PP-AL) pretende ouvir seus aliados esta semana para saber se vota o arcabouço fiscal antes de uma reforma ministerial que inclua PP e Republicanos no governo, como prometido por Lula.

É pouco provável, diz um interlocutor de Lira, que o arcabouço fiscal seja votado nesta semana de retorno do Congresso ao trabalho. Na teoria, como já aprovou a proposta, a Câmara poderia votar mais facilmente o projeto. Na prática, porém, haverá novas negociações.

A estratégia de esperar a mudança no governo é uma forma de impedir que Lula demore a fazer as substituições, a exemplo do que ocorreu com o União Brasil, na saída de Daniela Carneiro do Ministério do Turismo e a entrada de Celso Sabino.