Deputados petistas tentam interromper o processo de privatização da Copel, a companhia de energia elétrica do Paraná. No governo Lula, no entanto, há quem trabalhe para que a venda se concretize, de olho no bônus que vai render à União.
Alas do governo buscam, por exemplo, incluir a outorga no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário Anual) para cumprir a promessa de zerar o déficit público já em 2024.
Por outro lado, Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu e Requião Filho se uniram contra a privatização, que renderia aos cofres públicos um valor que vai de R$ 3,7 bilhões a R$ 5 bilhões.
Os deputados avaliam que os valores representam uma “subavaliação” das hidrelétricas, com “risco iminente de prejuízo à União”. Já o governador do estado, Ratinho Jr (PSD), diz que a privatização evitará que a empresa vire cabide de emprego.
A semana é decisiva para a continuação do processo ou sua suspensão. Após a estatal lançar na semana passada a oferta pública de ações, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União protocolou uma representação que questiona a operação. A Copel chegou a anunciar que o TCU pode cancelar a privatização.
A Copel é mais um caso que coloca em lados opostos o PT do Paraná e o governo federal. A proximidade da gestão federal com Ratinho Jr incomoda os petistas.

