Lideranças da base na Câmara já admitem que a reforma ministerial de Lula pode frustrar potenciais aliados que têm disposição de fazer parte do governo.

O presidente vai receber deputados nesta semana, mas até a noite de terça-feira (1) não havia uma data definida para anunciar as mudanças. Há esperança que ocorra nesta semana, após a posse de Celso Sabino (União Brasil-PA) no Turismo.

Parlamentares do PT, como o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, reconheceram ao Bastidor que as alterações podem não representar “todos os passos necessários” para ampliar a base governista na Casa.

Apesar de definidas as entradas dos deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), Lula busca alternativas para encaixá-los: primeiro, em um ministério; depois, os indicados pelos partidos em cargos de 2º e 3º escalões.

Além de parlamentares do Centrão, Lula tem recebido as demandas do PT, que teme perder espaço em ministérios de grandes orçamentos. Como mostrou o Bastidor, a legenda tem sugerido que o governo entregue as pastas de ministros que não tenham filiação partidária, como Esportes, de Ana Moser.