Oficialmente, a reunião entre Lula, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates e os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa, tratou dos investimentos que a empresa fará no novo PAC. Mas não foi só.

Embora neguem oficialmente, os participantes trataram do preço dos combustíveis. O presidente da Petrobras foi a Brasília para dizer que é necessário um reajuste. Lula não permitiu.

O presidente deu pouco espaço para o tema. Avisou que, por enquanto, não haverá reajuste. Novos encontros entre Lula e Prates foram acordados para os próximos dias.

Prates saiu do encontro dizendo que não haverá reajuste da gasolina e do diesel porque a empresa está em “situação confortável”. Na verdade, não está. Estudo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostra que há defasagem de mais de 20% nos valores cobrados pela Petrobras em comparação com os do mercado internacional.

O governo acha que um reajuste agora pode influenciar a decisão do Copom sobre a taxa de juros, pois contribui para elevar a inflação. A nova Selic será anunciada amanhã, ao fim da reunião. A expectativa é de um corte de 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

Outra ala governista, ligada aos ministérios da Fazenda e do Planejamento, é favorável ao reajuste.