Precisou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ir diretamente a Arthur Lira para convencer o relator do arcabouço fiscal, o deputado Claudio Cajado, ambos de seu partido, a retirar o Fundo Constitucional do DF dos mecanismos de teto de gastos do novo marco.

Na versão anterior, aprovada pela Câmara, Cajado incluíra um limite no orçamento para o dinheiro repassado ao DF. O dinheiro é usado para financiar a Segurança Pública e parte do que é gasto com Saúde e Educação no DF. Cálculos do governo local somam uma perda de 87 bilhões de reais em dez anos.

O Senado excluiu a previsão. Mas, ao retornar à Câmara, o texto do arcabouço incluiria novamente o Fundo. Celina apelou para Lira. Ela deve concorrer ao governo na sucessão de Ibaneis Rocha (MDB), que caminha para apoiá-la. A vice-governadora quer reunir grande número de partidos, da centro-esquerda à direita, na sua futura candidatura. E, para ela, era inadmissível que alguém do PP prejudicasse seu projeto. Funcionou.