Lula se irritou ao saber que até o mês passado ex-auxiliares de Jair Bolsonaro, entre os quais o tenente-coronel Mauro Cid, receberam informações sobre a sua segurança em viagens dentro e fora do país. A informação foi levantada CPI do 8 de Janeiro e divulgada pelo Metrópoles.

Na volta a Brasília, o presidente vai se reunir com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Marco Antonio Amaro, o General Amaro (GSI), para entender o que vinha ocorrendo. A auxiliares, Lula classificou a informação como inadmissível, por se tratar de dados sigilosos e da segurança do presidente da República.

O presidente disse a auxiliares que se sentiu vulnerável a eventuais ataques a sua integridade física com o repasse de informações sigilosas sobre os detalhes de sua segurança nas viagens.

Em junho deste ano, contrariando pressão até de sua mulher, Janja da Silva, Lula definiu que sua segurança seria comandada pelo GSI num modelo híbrido com a Polícia Federal. A primeira-dama preferia que os militares fossem afastados, deixando apenas com civis (aqui, aqui e aqui).

Em nota divulgada nesta quarta (9), a Casa Civil afirma que o processo é feito manualmente e que dois servidores trabalhavam no setor responsável em janeiro, quando teve desabilitar as contas de funcionários exonerados após Bolsonaro deixar a Presidência da República.