Ao apresentar o PAC aos presidentes da Câmara e do Senado e aos líderes partidários nesta quinta (10), o ministro Rui Costa (Casa Civil) vai tentar convencer os deputados de que devem contribuir para os 60 bilhões de reais previstos para o programa.
Parte do dinheiro é privado, parte é público. Na parte pública, o governo conta com o orçamento, os investimentos de estatais e os repasses das emendas parlamentares. Em tempos de negociação por ministério, porém, tudo vira motivo de disputa —até verba para construção de pistas, escolas e hospitais, normalmente muito populares entre os deputados.
A articulação do governo foi avisada que as lideranças de bancadas, especialmente as do PP e do Republicanos, não estão dispostas a direcionar suas emendas — individuais e bancada – para obras que, na opinião delas, o governo deveria garantir aos parlamentares.
A avaliação na articulação de Lula, porém, é de que as eventuais dificuldades, se continuarem após o encontro de hoje, serão superadas após o lançamento do PAC e quando PP e Republicanos estiverem alojados no governo.
O lançamento programa está marcado para esta sexta (11), no Rio de Janeiro. O plano de investimento terá duas mil obras, das quais 300 são indicações dos governadores e 1,7 mil foram escolhidas pelo governo federal.

