O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem se fechado com a ala bolsonarista da sua gestão e escutado menos os mais moderados, como Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais.
Aliados do governador avaliam que, nesse início de mandato, ele comete os mesmos erros de relacionamento com a imprensa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Temem que seu destino seja o mesmo, com a não reeleição em 2026.
Até o relacionamento com a Record, emissora da Igreja Universal, de onde veio também o Republicanos, não é o ideal, diz uma fonte ao Bastidor.
A aproximação do Republicanos com o governo Lula fez o governador ameaçar deixar o partido. A sigla indicou o deputado federal Silvio Costa Filho (PE) a um ministério ainda não definido pelo presidente.
Com a inelegibilidade do ex-presidente, Tarcísio é o favorito para ser o candidato do bolsonarismo à presidência em 2026. É cedo e publicamente o governador diz que vai disputar a reeleição. Nos bastidores, no entanto, não é descartada a possibilidade de ele antecipar os passos, principalmente se continuar a dar ouvidos para aliados menos racionais.

