A demora de Lula em definir as pastas nas quais pretende acomodar os aliados do centrão passou a dificultar a vida do deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos.
Numa tentativa de tranquilizar os diferentes interesses dentro da legenda, Pereira tem dito que o deputado Silvio Costa Filho (PE) pedirá licença do partido caso se torne ministro. Não tem funcionado.
Conforme o tempo passa, porém, mais o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, consegue arregimentar aliados dentro da legenda para pressionar Pereira. Tarcísio tem dito que, se o correligionário ingressar no governo, deixará a legenda.
A ausência de Bolsonaro no processo eleitoral de 2026 coloca o governador como um dos principais nomes do bolsonarismo. Como informou o Bastidor, ele se cercou de radicais e os tem ouvido cada vez mais. Além de radicalizar o discurso, o governador exige o completo afastamento do Republicanos do governo.
O discurso de independência agrada a Marcos Pereira, que tentará chegar à presidência da Câmara em 2025, quando acaba o mandato de Arthur Lira. Mas ele sabe também que, sendo de um partido de oposição, ficará difícil ter votos suficientes.
Ao mesmo tempo, Pereira não quer perder Tarcísio, potencializado com a ideia de que será o herdeiro de Jair Bolsonaro para 2026.

