Independentemente da crise em que está metido seu marido por conta dos presentes sauditas, Michelle Bolsonaro avisou a Valdemar Costa Neto, dono do PL, que vai manter os eventos do partido. Ele gostou: acha que as agenda poderá livrá-la dos eventuais problemas na imagem do marido.

Michelle tem feito viagens pelo país para encontrar mulheres dispostas a se filiar à legenda e a concorrer a cargos públicos já a partir das eleições do ano que vem.

Nesta segunda (14), por exemplo, em meio à divulgação de informações sobre a venda e a recompra de joias por aliados de Bolsonaro e a presentes não contabilizados por sua presidência, ela decidiu comparecer ao funeral da policial civil Valéria da Silva Barbosa, vítima de feminicídio, em Brasília.

Ela foi convidada pela vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, de quem é próxima.

Segundo interlocutores de Michelle, a ex-primeira-dama anda animada com a possibilidade de disputar um mandato eletivo em 2026, algo que Valdemar a incentiva desde o ano passado (aqui e aqui), contra a vontade de Bolsonaro.

Sair pelo país com a agenda dentro e fora do PL garante a ela a possibilidade de desvincular sua imagem dos problemas do marido.