Tarcísio de Freitas está decidido, ao menos desde junho, a sair do Republicanos e ingressar no PP, segundo duas fontes relataram ao Bastidor. Uma delas é próxima ao governador de São Paulo e a outra de Ciro Nogueira (PI), presidente do Progressistas. A oficialização depende apenas do “melhor momento”.
Além do próprio Ciro, estiveram envolvidos nas negociações, que ocorrem desde janeiro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), de quem o governador é próximo e foi colega de ministério durante o governo de Jair Bolsonaro, e o deputado Maurício Neves (PP-SP).
Está prevista para quinta (17) a filiação do chefe da Casa Civil de Tarcísio, Arthur Lima, ao PP. O movimento estava previsto há aproximadamente dois meses e desde então tinha o objetivo de atrair prefeitos ao partido.
A atração de prefeitos coloca em risco a aliança com o PSD, de Gilberto Kassab, que já reclamou da possibilidade de o governador utilizar a máquina do estado, numa espécie de concorrência desleal. A despeito de Kassab, o grupo espera a filiação ao PP de cerca de cem prefeitos nos próximos meses.
Outro problema criado com troca de partido é com o Republicanos. Desde a campanha eleitoral, Tarcísio está insatisfeito com seu partido. Ele acreditava, como mostrou à época o Bastidor, que a legenda não se empenhou devidamente para a sua eleição, que credita a Bolsonaro.
Contribuiu para a piora da relação do governador com o presidente do seu partido, deputado Marcos Pereira (SP), uma lista com cerca de 150 nomes que o chefe do Republicanos queria colocar em seu governo. Tarcísio de Freitas disse a interlocutores que rejeitou a maioria. Ele sente que nada deve.
Apesar do movimento para a troca de legenda, o governador tem dito que fica no Republicanos e usado sua permanência como moeda de troca para tentar impedir a entrada do partido no governo Lula. É jogo de cena.

