Aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não contam com o empenho do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), na eleição para prefeito da capital do estado em 2024.
Isso porque o governador mantém contato com o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD). Castro quer indicar o vice na chapa de Paes, já de olho em uma composição em 2026. Paes quer ser candidato ao governo do estado e Castro seria candidato ao Senado.
O objetivo de Castro, no entanto, encontra obstáculos no próprio partido. Se depender do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a legenda lançará o general Walter Braga Netto na disputa.
Outro nome cotado é o do deputado federal Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Bolsonaro cogitou lançar o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), mas a ideia naufragou antes de vir à tona.
A eleição no Rio, berço político do bolsonarismo, é uma das prioridades do ex-presidente em 2024. Mas aliados de Bolsonaro reconhecem que a reeleição de Paes é o cenário mais provável hoje, já que deve contar com o apoio da esquerda e levar os votos de centro.
Na disputa com Castro pela indicação de vice de Paes, como mostrou o Bastidor, está o PT. O partido vive uma guerra interna para decidir qual grupo terá o direito de sugerir um nome para o atual prefeito.
O PT nacional sugeriu Marcelo Freixo, presidente da Embratur, que na última eleição tentou se eleger governador, mas foi derrotado ainda no primeiro turno.
O nome do atual presidente da Embratur surgiu como solução para evitar a disputa quase fratricida que se desenha entre os grupos do deputado federal Washington Quaquá e do atual secretário de Assuntos Federativos do governo federal, André Ceciliano.
Quaquá quer o seu filho, Diego Zeidan, como vice de Paes, enquanto Ceciliano faz campanha para ele próprio ser indicado para a posição.

