Em meio às negociações de Lula com o PP e o Republicanos, senadores do PSD já miram uma próxima reforma ministerial para mudar os indicados do partido no governo.

Parte dos parlamentares do PSD está insatisfeita com os ministros da legenda. O partido comanda três pastas: Agricultura com Carlos Fávaro (MT), Minas e Energia com Alexandre Silveira (MG) e Pesca com André de Paula (PE).

A reclamação parte de um suposto afastamento dos ministros das bancadas do PSD no Congresso. As críticas recaem, principalmente, sobre Fávaro e Silveira.

O primeiro foi escolhido pela relação com o agronegócio e o seu estado de origem, o Mato Grosso. Já o segundo perdeu a reeleição para o Senado em Minas, mas contou com o aval do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, para assumir o posto.

O desejo da maior parte da bancada do PSD do Senado, com 15 parlamentares, é que o partido ocupe o Ministério da Saúde, pasta que é alvo de cobiça do Centrão pelo orçamento que dispõe. O partido tem até um nome para a vaga: Otto Alencar, senador que, além de aliado do PT na Bahia, também é médico.

Senadores do PSD expuseram à articulação política de Lula a insatisfação e pediram que o governo ouça a posição dos parlamentares.

Um dos incômodos se deu quando Fávaro destinou R$ 127 milhões em emendas parlamentares para sete cidades de Mato Grosso. Colegas de partido disseram que o ministro usa o cargo para uma eventual candidatura ao governo do estado.

Silveira também é alvo constante de críticas no Congresso e acusado de não receber deputados e senadores em seu gabinete.