Embora insistam no discurso de que a CPI das ONGs não é contra o governo, senadores da oposição preparam convocações de ministros e de presidentes de órgãos públicos.

Os parlamentares se dizem insatisfeitos com as respostas que a comissão tem recebido, por isso armam uma ofensiva contra o governo federal.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e seu secretário executivo, João Paulo Capobianco, terão de explicar suas relações com organizações não-governamentais. O convite a Marina já foi aprovado.

A ministra é conselheira honorária do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o secretário é um dos fundadores do Instituto Socioambiental (ISA).

Os senadores querem ainda que as ONGs comprovem o uso dos recursos públicos que receberam nos últimos anos. “Marina e Capobianco não obedecem nem o Lula”, disse o relator da CPI, senador Marcio Bittar (União Brasil-AC).

Outros alvos são o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que administra o Fundo Amazônia e repassa recursos para as ONG,s e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar informações sobre ONGs estrangeiras no Brasil.

Os convites também vão se estender ao ministro da Defesa, José Mucio, para tratar da atuação de ONGs na Base de Alcântara, no Maranhão, e os presidentes do Ibama, Rodrigo Agostinho, e do IBGE, Marcio Pochmann, para explicar a participação de um antropólogo da ONG ISA na formulação da alteração do questionário do Censo 2022, cujo resultado mostrou que o número de indígenas duplicou nos últimos 10 anos.