A articulação política do governo e técnicos do Ministério da Fazenda vão focar seu trabalho, nesta semana, no Senado, que receberá governadores e prefeitos, entre outras coisas, para discutir a reforma tributária.

Há uma discussão dentro dos partidos da base sobre se estabelecem já no texto da reforma um teto para as alíquotas dos novos impostos (que unificarão os existentes hoje) ou se deixam para frente, quando o governo enviar projetos de lei para regular a nova tributação.

Uma parte dos partidos defende que a reforma já saia com um teto na Constituição; o PT é contra. O relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), não bateu o martelo.

Para o governo, as alíquotas precisam ser definidas por projeto de lei e não por emenda à Constituição – caso da reforma tributária. Partidos da base mais à direita querem desde logo estabelecer um teto, ainda que fique para adiante a definição exata das novas alíquotas.

O governo está disposto a negociar para o texto da reforma um teto para a carga tributária, que é o conjunto dos impostos do país. Mas não tem convencido alguns aliados. De volta ao Brasil, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) vai dedicar tempo e argumentos a isso.