O Brasil vai ocupar a presidência do G20 a partir do ano que vem. Na Cúpula de Líderes do grupo, que começa no fim da próxima semana, na Índia, Lula vai propor uma agenda focada em meio ambiente e mudanças climáticas e no combate às desigualdades social, de renda e de gênero.

Segundo fontes da diplomacia brasileira, Lula vai cobrar ainda a promessa dos países ricos de destinar ao menos 100 bilhões de dólares por ano para ações que protejam o meio ambiente. Não há, porém, nas conversas preliminares entre os integrantes do G20, indicativo de que ela será cumprida.

Lula também tratará também de um de seus temas favoritos: nas suas palavras, da urgente necessidade de se alcançar um cessar-fogo na guerra entre Ucrânia e Rússia. Relembrará que o Brasil votou contra a invasão russa na ONU e respeita o princípio da integridade territorial.

O Brasil assumirá o G20 num contexto de divisão no grupo entre os Estados Unidos e a China. Os dois países vivem uma guerra comercial e tecnológica, que repercute na guerra na Ucrânia – de um lado está a Otan, liderada pelos americanos, e de outro a Rússia, apoiada pela China.

A orientação de Lula para a diplomacia brasileira é construir pontes com os demais países para evitar que o resto do mundo tenha de tomar posição – seja do lado americano, seja do chinês. Será um desafio enorme, diz uma fonte da diplomacia ao Bastidor.