Diante das reclamações de aliados por mais espaço no governo, pela demora em liberar emendas parlamentares e pelo atraso em concluir a reforma ministerial, um partido tem sido tratado pela articulação política de Lula como ideal para formar a base: o MDB.
Com três ministérios – Planejamento, Cidades e Transportes – e com cargos em autarquias federais, o partido está alheio às últimas movimentações do governo sobre a inclusão do Republicanos e do PP na Esplanada dos Ministérios.
Não é o que ocorre em outros partidos. O PSD, por exemplo, que também tem três ministérios, já está de olho em uma futura reforma ministerial para trocar os indicados do partido. Como mostrou O Bastidor, a maior parte da bancada do partido se diz distante dos colegas ministros.
O União Brasil, que também comanda três pastas, além da Codevasf, cobra mais espaço na administração federal para atender os diferentes grupos.
A insatisfação também atinge o PDT, PSB e o PC do B, que se sentem escanteados nas últimas negociações para a entrada dos partidos do Centrão no governo.
A diferença deles para o MDB, diz um parlamentar ao Bastidor, é que no caso do partido Lula conseguiu contemplar as diferentes alas com ministérios para Renan Filho e Jader Filho, com cargos regionais e ao colocar o partido entre os mais beneficiados com a liberação de emendas.

