A parte da equipe econômica que tem contato mais próximo com o Congresso anda preocupada com a sanha dos parlamentares, em especial com a dos deputados.

O orçamento para 2024 enviado pelo governo prevê déficit zero, mas a Câmara, na avaliação desses interlocutores, tem colocado cada vez mais dificuldades para se atingir a meta.

São muitos os exemplos, que vão desde a dificuldade para aprovar a cobrança de imposto de renda das empresas que obtiveram lucro a partir dos incentivos fiscais dos estados (há o temor de “perda de emprego”) até a compensação a estados e municípios que sofreram perda de arrecadação.

Para um integrante do governo, a previsão é pedir e obter créditos extras lá adiante, com a autorização do próprio Congresso, para compensar as perdas da arrecadação antes previstas pelo governo nos projetos enviados.

É, neste momento, que os articuladores de Fernando Haddad (Fazenda) contam com o apoio dos partidos que, agora, passaram a integrar o governo – leia-se PP e Republicanos.