O presidente Lula foi orientado por seus auxiliares a mais ouvir que falar durante o encontro bilateral que terá amanhã (20) com o presidente ucraniano, Volodyrmyr Zelensky, em Nova York.
A diplomacia brasileira acredita que somente desta forma, ouvindo o que Zelensky tem a dizer para buscar um cessar-fogo, é que o Brasil poderá ter algum protagonismo nas negociações.
O presidente da Ucrânia deve apresentar a Lula um plano com dez pontos para a interrupção do confronto.
O objetivo é diminuir as chances de ruídos que atrapalhem o diálogo, como o que ocorreu quando Lula sugeriu que Zelensky desista de parte do território —desde então, o presidente ucraniano chegou a dizer que o brasileiro só repete o que diz o presidente russo, Vladimir Putin.
Lula e Zelensky chegaram a conversar em maio. O brasileiro foi convidado a visitar a Ucrânia, mas o petista achou por bem não ir, como também recusou os convites de ir à Rússia. Aos dois países, enviou seu assessor especial Celso Amorim.
De lá para cá, as declarações ambíguas de Lula sobre a guerra afastaram o presidente ucraniano, que passou a criticar nas rodas internacionais a posição do petista, embora o posicionamento do Brasil na ONU sobre a invasão russa tenha se mantido crítico.

