Com a autorização de Rodrigo Pacheco, que está em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU e encontros bilaterais, o Senado vai se movimentar para responder a uma suposta intromissão do Supremo Tribunal Federal em pautas que os parlamentares consideram do Legislativo.

Pacheco fez isso por pressão de líderes de bancadas e especialmente por seu aliado Davi Alcolumbre (DEM-AP) – que, de olho na disputa pelo comando da casa em 2025, quer evitar a ideia de que o atual presidente não defende os interesses do Senado. A percepção tornaria seu apoio tóxico.

Alcolumbre decidiu, dentro da estratégia, colocar para análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que ele preside, o projeto de lei que trata do marco temporal da demarcação de terras indígenas. No Supremo, também para amanhã, está prevista a retomada da votação sobre o tema.

Outros três temas sob análise do STF que causaram incômodo no Senado: a descriminalização do porte ou posse de drogas (o próprio Pacheco apresentou semana passada um projeto que criminaliza porte e posse), aborto e contribuição sindical.

O silêncio de Pacheco vinha incomodando até seus aliados dentro no Senado. Davi Alcolumbre, que presidiu o Senado, apoiou Pacheco para sucedê-lo e agora quer voltar, pressionou o aliado a agir para não se complicar com os demais senadores.