Durante sua visita a Cuba, na Cúpula do G77 + China e novamente na terça (19), Lula criticou os embargos econômicos e financeiros impostos ao país. Disse que “causam grande prejuízos à população dos países afetados”. Mas, além do componente ideológico, diz uma fonte da diplomacia brasileira, há também uma preocupação local em sua manifestação. Ela passa pela Rússia.
Os russos, embora não estejam presente no discurso de Lula, também são alvo de embargos econômicos e financeiros por conta da invasão da Ucrânia. A Rússia é um dos principais fornecedores de insumos ao Brasil, especialmente fertilizantes e adubos —um quarto, para ser exato.
A insistência no embargo à Rússia prejudicaria não apenas os negócios russos, mas o agronegócio brasileiro. A expectativa é que só em 2050, com a produção de biofertilizantes, o Brasil poderia prescindir da importação.
Tratar da Rússia no plenário da ONU, no entanto, seria péssimo para o Brasil, ainda que Lula dissesse que defendia os interesses do agronegócio brasileiro, diz a fonte da diplomacia.

