Lideranças do PSB foram à articulação política de Lula —e esperam ir diretamente ao presidente na sua volta dos Estados Unidos— reclamar a vaga de Flávio Dino, caso o ministro da Justiça seja indicado para o lugar de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal.

Agora o partido diz que Dino representa a legenda no governo e que Lula não deveria diminuir a participação do PSB, recentemente “rebaixado” com a mudança de Márcio França do Ministério de Portos e Aeroportos para o de Pequenas Empresas.

No início do governo, porém, as lideranças do PSB diziam que Flávio Dino era da cota pessoal de Lula e, portanto, não contava para o espaço do partido na Esplanada dos Ministérios. A legenda espera que o eventual sucessor de Dino seja Ricardo Cappelli ou Augusto de Arruda Botelho, ambos secretários na pasta.

Já o PT, como vem mostrando o Bastidor (aqui e aqui), faz a lista, que inclui desde o advogado-geral da União, Jorge Messias, passa por aliados do grupo Prerrogativas, pelo petista Wadih Damous (Secretário Nacional do Consumidor) e vai até Gleisi Hoffmann.

Apesar da ameaça de pressão sobre o governo, ninguém acredita que o PSB, se não for atendido, causará problemas ao governo ou ao PT neste momento.