Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal no âmbito do acordo de delação premiada que, derrotado nas eleições, o então presidente Jair Bolsonaro procurou a cúpula das Forças Armadas para discutir um golpe.

A informação de Cid, agora divulgada por O Globo e UOL, fora adiantada em janeiro pelo Bastidor, quando informou que os comandantes travaram o golpe ao serem consultados por Bolsonaro.

Segundo o Bastidor informou na ocasião, o almirante Almir Garnier Santos, chefe da Marinha, e o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, comandante da Aeronáutica, rejeitaram de pronto a ideia da decretação do estado de defesa para melar as eleiçõe.

No depoimento revelado nesta quinta (21), porém, Cid afirma que o almirante Almir Garnier Santos não foi um defensor da democracia; foi, sim, o único comandantes das Forças Armadas a apoiar o plano e dizer que sua tropa estava pronta para aderir ao chamamento. Segundo Cid, ele não foi apoiado pelos comandantes do Exército e da Aeronáutica.

A PF investiga se o documento apresentado por Bolsonaro aos militares é o mesmo conhecido como minuta do golpe, encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.