Apesar do encontro de Lula e Volodymyr Zelenky em Nova York, apenas uma coisa deve mudar imediatamente na relação entre os países, acredita uma fonte da diplomacia brasileira ouvida pelo Bastidor: o fim dos ataques tidos como gratuitos do presidente da Ucrânia contra o presidente brasileiro.
Um desses ataques, diz, ocorreu no início de agosto. Sem qualquer fato que motivasse uma reação, Zelensky disse à agência EFE esperar que Lula “tenha opinião própria”. “Não me parece que os seus pensamentos coincidam com os pensamentos do presidente Putin”, afirmou, acrescentando que as opiniões do brasileiro “não ajudam a trazer nenhuma paz”.
Além das reprimendas públicas, a diplomacia brasileira sabe que Zelensky também vinha reclamando do brasileiro em seus encontros com líderes europeus, colocando o Brasil entre os aliados da Rússia, seja por se silenciar ou apoiar claramente Vladimir Putin.
Lula, segundo esta mesma fonte, aproveitou para lembrar ao presidente ucraniano que o país se manifestou contra a Rússia nas votações na ONU e que defende o fim do conflito, porque é como o Brasil historicamente se manifesta.
Já Zelensky disse não acreditar em um acordo de cessar-fogo porque acha que Putin não o respeitará.

