O governo Lula não esperou o parecer do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o plano de privatização dos Correios para retirar a empresa do programa de desestatização.
Em abril, além dos Correios, a gestão petista tirou outras cinco estatais do plano: EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A.), Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A.).
No caso dos Correios, o TCU concordou com os argumentos dos estudos feitos durante o governo Bolsonaro sobre a falta de capacidade de investimento da empresa.
“Um exemplo refere-se aos altos custos de operação da empresa, os quais foram considerados os mais elevados em comparação a vários países analisados”, diz o voto do ministro Aroldo Cedraz, relator do caso.
O TCU crítica ainda a má gestão dos planos de previdência oferecidos aos empregados dos Correios e determina uma fiscalização dos benefícios administrados pelo Postalis.
Para comandar os Correios, Lula escolheu Fabiano Silva dos Santos, que faz parte do grupo Prerrogativas. A estatal é vinculada ao Ministério das Comunicações e é alvo de cobiça do Centrão.

