Em outubro vai completar um ano que o PTB e o Patriotas anunciaram a fusão das legendas e a criação de um novo partido, o Mais Brasil. Mas o processo está parado no Tribunal Superior Eleitoral. O problema, para integrantes da legenda, é que está nas mãos da ministra Cármen Lúcia.

A ministra foi xingada pelo ex-deputado Roberto Jefferson, dono do PTB, durante as eleições do ano passado. O resultado do episódio foi sua volta à prisão por desrespeitar as medidas cautelares.

Para tentar destravar a fusão, o grupo fez chegar aos ministros do TSE que Jefferson não participaria do novo partido, que sequer seria filiado, numa tentativa de lavar a nova legenda do peso histórico do ex-deputado.

A articulação deu em nada. No Patriotas, o dedo para a responsabilidade dos problemas é apontado para o presidente do PTB, o deputado estadual do Rio de Janeiro Marcus Vinícius Vasconcelos Ferreira, conhecido como Neskau.

Ele foi genro de Roberto Jefferson e é visto, até por aliados, como seu subordinado. Ninguém acredita que Jefferson deixará de influenciar o novo partido.

A fusão entre PTB e Patriotas é fundamental para salvar os dois partidos, já que nenhum dos dois atingiu a cláusula de desempenho nas eleições de 2022.

Sem os critérios mínimos, PTB e Patriotas ficam sem acesso ao dinheiro do Fundo Partidário, sem tempo de TV e sem a estrutura de liderança na Câmara.