Senadores da base governista fizeram chegar ao Palácio do Planalto a informação de que uma possível indicação de Flávio Dino ao STF (Supremo Tribunal Federal) enfrentará mais resistência do que a de Cristiano Zanin.

O ex-advogado de Lula contou com votos de senadores bolsonaristas, tanto na Comissão de Constituição e Justiça quanto no plenário. O cenário, diz um parlamentar, não deve se repetir com o atual ministro da Justiça e Segurança Pública.

Dino é alvo dos bolsonaristas que vêem nele uma das chances para atribuir ao governo alguma responsabilidade pelos ataques do 8 de janeiro. Senadores da oposição tentam levá-lo à CPMI que investiga as invasões, mas a base governista impede.

Dino, como mostrou o Bastidor, também não é o preferido de alas do PT, que defendem a indicação de Jorge Messias ou de Bruno Dantas.

O governo ainda não procurou o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), um dos responsáveis pela aprovação de Zanin, para avaliar a aceitação de Dino. Assim como o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Alcolumbre sinalizou preferência por Dantas.

Ao Bastidor, um aliado de Dino atribui a possível resistência no Senado a uma forma de vender dificuldades para colher benefícios em negociações com o governo federal.