Ao ser procurado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, para dar uma trégua no cabo de guerra do travamento da pauta na Câmara, Arthur Lira negou que fosse uma retaliação por conta da Caixa Econômica Federal. Disse saber que Lula cumpre seus acordos.

Guimarães concordou, entendendo que entregar o banco não é mais algo negociável, nem adiável.

O presidente da República de maneira pública – e por meio de interlocutores – havia dito que a mudança na Caixa só ocorreria no fim do ano. Lira e seus aliados duvidam. Acham que, antes disso, haverá mudança. Confiam no poder de pressão da Câmara.

De todo modo, a proposta de Guimarães a Lira para destravar a Câmara passou por adiantar a análise da medida provisória que concede ao governo um crédito extraordinário de 200 milhões de reais, que será repassado ao setor agrário representado pela frente ruralista.

Hoje (28), Fernando Haddad (Fazenda), o principal articulador da área econômica, se encontrou com Lira para saber se, apesar das indisposições políticas, estava tudo certo com a análise do Marco Legal das Garantias e com o projeto das taxações das offshores. Ouviu que sim. Por enquanto.