Antes de se internar para a cirurgia, Lula deixou seus articuladores políticos avisados que a base de apoio fica liberada para derrubar o veto que dará ao marco temporal aprovado pelo Senado. Explicou seus compromissos históricos e que seria impossível sancionar a lei.
Um aliado, porém, retruca a fala de Lula. Diz que não há nela uma liberalidade. “É liberar ou sofrer uma derrota fragorosa”, afirma um senador da base. Diante do conselho, Lula preferiu não se meter nesta crise.
Como mostrou o Bastidor, ainda na quinta (28) começou um movimento de líderes para distensionar as relações com o Supremo Tribunal Federal. A melhora na relação também passa pela reação do Congresso caso o STF entenda inconstitucional a lei do marco temporal.
Uma questão é que o marco temporal consta na Constituição. O que o Congresso votou foi um projeto de lei, que não tem poder de alterar a Constituição. É dado como certo que o Supremo considere a lei inconstitucional.
Uma saída seria a análise de uma PEC, que inclusive já foi protocolada no Senado.

