O governo mudou a previsão de aprovar a reforma tributária em outubro no Senado e, agora, trabalha com a sua aprovação somente em meados ou final de novembro. O novo prazo estava no cronograma do Ministério da Fazenda como o que seria aprovado na Câmara.
O atraso se dá pela dificuldade política agora encontrada no Senado. O discurso público é de que não há excepcionalidade no atraso, de que está tudo normal, mas a esperança —e não mais o planejado— é que a tramitação da reforma seja encerrada este ano.
O receio é de que, ao voltar para Câmara tanto tempo depois de os deputados terem aprovado (ocorreu em julho) haja novas exigências, novos pedidos, nova negociação para atender a pressa do governo. O discurso oficial, porém, é de que a reforma tributária é do Congresso.
Para a articulação política de Lula, é preciso trabalhar para que tudo seja aprovado este ano. Dificilmente os deputados aprovam grandes mudanças na legislação em tempos eleitorais.

