Em dia de confusão no transporte público por causa da greve de funcionários do Metrô e da CPTM, a companhia de trens, sobrou fritura dentro do governo de São Paulo. Aliados do governador Tarcísio de Freitas criticaram sua estratégia de comunicação, de inicialmente evitar a imprensa e depois orientar a população pelos veículos de comunicação.
Essencialmente, diz um auxiliar do governador, o que o governo fez foi não comunicar.
As críticas são direcionadas à secretária de Comunicação, Laís Vita, que trabalha com o governador desde o Ministério da Infraestrutura do governo Bolsonaro.
Apesar das críticas internas sobre o trabalho de Vita, ela é recompensada com ótimos salários. Como secretária, ela recebe 31.115 reais mensais. Mas o governador achou pouco e a indicou para o conselho de administração da companhia Docas.
No cargo, ela ganha mais 9.872 reais mensais. Os quase 41 mil reais superam até os 34,5 mil do governador.
Ela foi perguntada diretamente pelo Bastidor qual a sua qualificação ou experiência no setor portuário. A secretária não respondeu ainda. Em seu currículo, não consta qualquer experiência que justifique a indicação.
Atualização às 17h40:
Por meio de sua assessoria, a secretária respondeu que atende “às exigências e critérios” da lei das estatais e do decreto estadual que regula as indicações para empresas públicas. Não respondeu sobre suas qualificações, nem sobre suas experiências para ocupar assento no conselho da Companhia Docas.

