O governo corre para aproveitar o retorno de Arthur Lira (PP-AL) a Brasília para tentar aprovar ainda nesta semana a taxação dos investimentos em offshores e dos fundos dos super-ricos. Lira estava em viagem à Ásia.
A pressão de lobistas sobre os parlamentares, porém, tem dado certo e, dentro da Câmara, há líderes que dizem não ser possível aprovar nesta terça (24), como estava acordado. O tempo, diz um líder da base, joga contra o governo.
Há sugestões que vão desde a exclusão de determinados fundos do alcance das taxações até a diminuição das alíquotas. A Fazenda resiste. Se aprovada a taxação como está, a previsão de arrecadação é de 20 bilhões de reais já em 2024 e de até 54 bilhões até 2026.
Lira vai discutir amanhã com os líderes e ver a possibilidade de manter o acordo de votação nesta semana. Dizem seus interlocutores que ele tentará votar, mas precisa ter maioria.
A dificuldade, diz o mesmo governista, é garantir a votação agora, depois receber do Senado a reforma tributária e votar ainda este ano. A pressão tem a ver com o lobby dos fundos, mas não apenas. Também passa pela negociação dos cargos no governo, especialmente Caixa e Funasa, e as respectivas nomeações.

