O governo vai evitar ao máximo se envolver na disputa entre Senado e o Supremo Tribunal Federal sobre a PEC que limita as decisões monocráticas dos ministros e os pedidos de vista. Nesta terça (23), passou a contar oficialmente o prazo de cinco sessões para a matéria ser votada no plenário.

Para os governistas, a ordem é priorizar as pautas econômicas que ajudem o governo a arrecadar e cumprir a meta de déficit zero do arcabouço fiscal. Na Câmara, há os projetos que taxam as offshores e os fundos de investimento dos super-ricos. O governo quer que, passados na Câmara se passar esta semana, ambos tramitem com relativa rapidez no Senado.

Há, ainda, a reforma tributária, que alguns parlamentares querem adiar para 2024. “É adiar para não votar”, admite um deputado que votou a favor no primeiro semestre, mas já não tem certeza se vota de novo quando o texto voltar do Senado.