Aliados de Arthur Lira tentaram vender a versão ainda nesta quarta (25) que não foi o presidente da Câmara o responsável pela indicação de Carlos Antônio Vieira Fernandes, um servidor de carreira, para o comando da Caixa Econômica Federal no lugar de Rita Serrano.

Tentaram emplacar a versão de que o verdadeiro responsável pelo nome de Fernandes é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária.

Os portadores da versão lembram, para eximir Lira, que Ribeiro era seu adversário interno no partido e na Câmara. E insistiam que o presidente da Câmara queria para o cargo, na verdade, a ex-deputada Margarete Coelho do PP do Piauí, um nome dele e de Ciro Nogueira, presidente do PP.

Ao tentar emplacar a versão, Lira quer se livrar da pecha de guloso por cargos e evitar ser apontado como o maior beneficiário das suas negociações com o governo. Ele insiste que trabalha por seus aliados. Como ele e Ribeiro voltaram às boas, diz um interlocutor, apenas atendeu ao desejo de seu partido e de seus aliados na legenda.

Com manobra, ele também evita um confronto mais forte com o senador Ciro Nogueira, que apesar de falar mal do governo dia sim e outro também, sempre interfere nas indicações do partido para o governo.

Neste caso, segundo interlocutores do presidente da Câmara, a jogada foi um jeito deixar de fora da indicação o presidente do PP. O acordo inicial era Lira e Nogueira dividirem a posição de padrinhos de quem ocupasse o cargo.

Mas é Lira o padrinho de Carlos Antonio Vieira Fernandes na Caixa, sim.