A reunião que Lula terá nesta terça (31) com os líderes da Câmara servirá para o presidente agradecer o empenho em aprovar os projetos de interesse do governo, reforçando a necessidade de união para o que ainda precisa encerrar, como a reforma tributária.
Lula também tentará convencer os aliados a manter seus vetos na votação da semana que vem, na volta do feriado. Mas já foi avisado de que é melhor preparar o espírito para ouvir novos pedidos e reclamações, sobretudo sobre a liberação de emendas.
Será o primeiro encontro depois de o governo promover mudanças no Ministério e liberar a Caixa Econômica Federal para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Com as eleições do ano que vem, porém, os líderes só olham para frente. Há uma reclamação generalizada de que falta o pagamento das emendas.
Ninguém quer acumular as emendas de 2024 com as desse ano, porque há o temor de que o governo não entregue a tempo e, no fim, seja o parlamentar o “exposto com o eleitor”, como disse um líder ao Bastidor.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) acreditava, até a última sexta (27), que neste encontro Lula cobraria empenho para a aprovação dos projetos de lei que promovesse arrecadação e facilitasse chegar ao déficit zero. Mas a coisa degringolou.

