Lula vai chamar para uma conversa esta semana os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil). Quer garantir que as disputas internas se encerrem. É menos pelos dois e mais por aliados que agem em nome de ambos.

Lula não quer que nenhum fogo-amigo, de um ou de outro lado, prejudique o governo. Sempre lembra que a disputa entre Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil), em seu primeiro governo, quase pôs seu mandato em risco.

A disputa na coxia entre Palocci e Dirceu saiu dos bastidores em forma de dossiês para a imprensa e, no fim, caíram os dois.

No Palácio do Planalto, a avaliação é que Costa assumiu a voz do PT sobre o aumento dos gastos públicos porque acredita que, apesar de não ter a simpatia de parte considerável do partido, ocorrerá um alinhamento em seu favor para que Lula o escolha na sucessão presidencial em 2026 – pouca gente acredita de verdade que Lula será o candidato a reeleição.

Haddad sempre nega que queira disputar eleição presidencial – e ninguém acredita, é claro. Sempre diz que a defesa do déficit zero e da sobriedade com os gastos públicos tem a ver com o desejo de fazer o governo dar certo e por “respeito” à sua biografia.

O ministro rejeita de pronto, dizem seus interlocutores, ser um novo Guido Mantega.