Lula prometeu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que vai ajudá-lo a desbancar a influência política de Romeu Zema, governador de Minas Gerais.
O senador ouviu de aliados que sua situação política no estado, especialmente com prefeitos, não é boa. Acham que Pacheco, como presidente do Senado, focou na política nacional e esqueceu das necessidades de Minas.
Pacheco avalia disputar as eleições para o governo de Minas Gerais em 2026. Acha ser uma boa oportunidade, já que dificilmente será indicado ao Supremo Tribunal Federal, seu sonho.
O problema é Zema, que, mesmo não podendo mais concorrer ao cargo, é muito bem avaliado entre mineiros e tem uma tropa de prefeitos dispostos a trabalhar por seu sucessor.
Lula quer fazer de Pacheco o principal articulador para os investimentos em Minas. Não apenas isso. Vai ajudá-lo nas negociações da dívida mineira com o Tesouro para permitir a injeção de dinheiro no estado e nas prefeituras já no ano que vem, com impacto nas eleições locais.
Como informou o Bastidor em agosto, o presidente do Senado enviou equipes por Minas Gerais para verificar sua entrada em regiões mais conservadoras. Ouviu que é menos ideológica a eventual resistência e mais por percepção de que faltou a Pacheco o direcionamento de políticas públicas locais.
É onde entra a ajuda de Lula.

