O governo terá até quinta (23) para azeitar a análise de vetos de Lula no Congresso. Alguns são de especial interesse da área econômica, como o relacionado ao projeto do Carf, que perdoa dívidas, e dispositivo do arcabouço fiscal que determina a contenção de investimentos quando houver conflito com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
São 33 vetos, que incluem os do marco temporal. São 22 de Lula e 11 de Jair Bolsonaro.
Será um teste para a articulação do governo, depois que PP e Republicanos passaram a integrar a Esplanada dos Ministérios, no comando de Portos e Aeroportos e dos Esportes. Sem contar a Caixa Econômica Federal, cuja presidência foi para o PP e cujas vice-presidências serão divididas entre os partidos do centrão.
Antes de quinta, o governo vai retomar as conversas para garantir a aprovação da medida provisória que garante a cobrança de impostos sobre os benefícios fiscais concedidos por estados ainda este ano e fazer valer sua vontade na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
O governo rejeita uma previsão de cerca de 9 bilhões de reais em gastos obrigatórios com as emendas de comissão, desejo de todo Congresso.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, volta a conversar com Arthur Lira, presidente da Câmara, e com líderes da base. Na conversa da semana passada, não houve acordo. Mas ele vai insistir numa nova rodada.

