Apesar do conselho de alguns poucos auxiliares, Lula resolveu que não irá à posse do novo presidente da Argentina, Javier Milei. Acha que o argentino deve desculpas por tê-lo xingado de “corrupto” e “presidiário comunista” durante a campanha.
Alguns conselheiros do presidente chegaram a defender que sua ida demonstraria uma postura adulta e superior em relação ao futuro colega. Mais ainda. Poderia até tentar algum tipo aproximação que lhe permitisse diálogo futuramente. Poderia ser um ativo.
Lula não quis. Ser chamado de presidiário, dizem pessoas com mais convívio com o presidente, ainda dói nele. Piorou o fato de Milei ter ligado para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por isso, ele optou por enviar representante. O petista só não decidiu ainda se manda o vice-presidente Geraldo Alckmin ou o chanceler Mauro Vieira. Segundo um auxiliar, se Lula acreditar que Alckmin dará mais prestígio que chanceler, mandará Vieira.
Se Lula não for, repetirá Jair Bolsonaro, que não foi à posse do atual presidente argentino, Alberto Fernández. A diferença é que Bolsonaro não enviou representante.

