Se depender de figurões do PT Nacional, não será simples a migração de Cid Gomes para o partido. De saída do PDT, o senador busca uma nova sigla de olho nas eleições de 2024 e 2026.
A favor de Cid está a promessa de levar boa parte de prefeitos pedetistas que deixarão a legenda junto com o senador. Mas, apesar do apoio público de alguns membros do PT cearense, a presença do parlamentar no partido não é bem-vista por todos.
No Senado, por exemplo, Cid enfrenta uma resistência semelhante à de Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) quando deixou a Rede. Parte da bancada petista prontamente se colocou contra, apesar do convite formal de Jaques Wagner (PT-BA). O PT até seria um caminho natural ao senador, já que é líder do governo Lula no Congresso, mas a contraposição de petistas pesou. Randolfe ainda não definiu o seu destino.
No caso de Cid, são muitas as reclamações contra o senador. Vão desde o estilo explosivo até a ausência do parlamentar em situações importantes para o governo. Mesmo eleito vice-presidente da CPMI do 8 de janeiro, Cid pouco aparecia nas sessões. Sequer votou o relatório final.
Como mostrou o Bastidor, Cid aceitou o posto a contragosto, já que o objetivo era emplacar um dos seus irmãos, Lúcio Gomes, no comando da companhia Docas do Ceará. Conseguiu.
Antes do PT, Cid cogitou migrar para o Podemos. Antes de qualquer decisão, quer conversar com Lula. Tendo o aval do presidente, a resistência de senadores e de dirigentes do PT cearense, como o deputado José Guimarães, não tende a diminuir, diz um petista ao Bastidor. Cid sabe disso. Até o momento, ninguém do PT nacional ainda saiu em defesa dele.

