Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) avisou a seus correligionários que o diretório municipal que se coligar com o PT nas eleições do ano que vem não conseguirá um tostão sequer do partido.

Nogueira sabe que, principalmente no Nordeste, há muitos diretórios namorando eventuais coligações que incluam o PT. Como a legenda está na Presidência da República, algumas lideranças locais acreditam haver vantagem na proximidade política.

É do Nordeste o ministro dos Esportes, André Fufuca, que foi eleito deputado federal pelo Maranhão, e sempre foi próximo do hoje ministro Flávio Dino (Justiça), enquanto ele esteve como governador.

Apesar de usufruir direta ou indiretamente das benesses do governo – com ministério e o comando da Caixa -, Ciro quer o PP afastado oficialmente do PT nas próximas eleições para manter o diálogo com a direita.

Segundo seus interlocutores, ele acha que dessa forma poderá se posicionar bem seja para negociar nas eleições presidenciais de 2026 com o PL e o Republicanos que, como o PP, também tem ministério e diz que é independente—, seja para negociar com os partidos de centro ou de centro-esquerda.

A leitura que Ciro Nogueira faz é que o PL permanecerá na oposição. O Republicanos vai seguir o caminho de conveniência a partir da conjuntura. E, para o PP, a estratégia é manter contato com bolsonaristas —inclusive com a possibilidade de ter candidato próprio (aqui e aqui)— ou se aliar com quem ganhar – mesmo que seja o PT.