Ao definir Flávio Dino para a vaga no Supremo Tribunal Federal, Lula orientou o ministro da Justiça a ficar no cargo até a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, marcada para 13 de dezembro.
Para o presidente, a permanência do ministro por mais tempo na Justiça lhe dará espaço para pensar no substituto. Há muita pressão, especialmente do PT, derrotado na escolha do subprocurador Paulo Gonet para a PGR e na do próprio Dino para o STF.
Lula não quer passar a impressão desde logo que já há um substituto.
Flávio Dino disse a seus interlocutores que não pretende renunciar ao mandato de senador até pelo menos a confirmação pelo Senado de seu nome para o Supremo. Ele acha que, mantendo o mandato, terá mais força para trabalhar seu nome.
Apesar da rejeição pública da oposição, Dino não acha que terá o mesmo destino de Igor Roque, indicado por Lula para chefiar Defensoria Pública da União e rejeitado pelos senadores.

