A diplomacia brasileira ainda define com o presidente Lula qual será a reação do Brasil em caso de invasão da Guiana pela Venezuela, que realiza neste domingo um plebiscito sobre a tomada da região de Essequibo. A Corte Internacional de Justiça da ONU, em Haia (Holanda), considerou haver “risco urgente” na região.

O território reivindicado pela Venezuela é alvo de disputa desde o século 19. Inicialmente, a disputa era entre Caracas e o Império Britânico. Depois, com a independência do vizinho, passou a ser com a Guiana.

Em 1966, Caracas e Londres reconheceram oficialmente a existência de uma pendência sobre o território, que é rico em petróleo.

Lula não quer um conflito na América do Sul. Durante conversas paralelas a COP28, ele chegou a ser perguntado por líderes estrangeiros sobre o risco de uma guerra no continente. Respondeu que acredita ser apenas retórica, apesar da consulta popular promovida por Nicolás Maduro.

Segundo ele, Maduro procura despertar o nacionalismo da população e se beneficiar nas eleições do ano que vem. Nada inédito.

Lula teria nesta sexta (1º) um encontro com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, para tratar justamente do tema, mas sem grandes explicações, a reunião foi cancelada. Os dois devem conversar neste sábado (2).

Segundo um auxiliar do presidente, Lula tem trabalhado para reduzir o isolamento da Venezuela na região. Mas uma invasão da Guiana não será assistida passivamente pelos demais países.

O presidente ainda autorizou o reforço militar na região para impedir uma eventual entrada em Essequibo por meio do território brasileiro.