Um aliado de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tentou explicar a ministros do Supremo Tribunal Federal a postura de confronto adotada pelo senador recentemente. Disse que o motivo são as eleições de 2026, apenas isso.

Ao enviar um interlocutor, o presidente do Senado tenta distensionar sua relação com os ministros, especialmente com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Até a aprovação da PEC sobre as decisões monocráticas havia proximidade entre os dois.

O aliado de Pacheco tentou explicar que o senador terá de deixar a presidência do Senado no início de 2025 e que precisa aproveitar a visibilidade do cargo.

A pré-campanha a governador em Minas Gerais percebeu que o motivo de parte do eleitorado mineiro o rejeitar neste momento é por ele ser considerado “mole” com os supostos “abusos” dos ministros do STF.

As pesquisas internas a que Pacheco teve acesso mostram que os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) e em Romeu Zema (Novo) na última eleição o veem como alguém que não assume “posições difíceis” em relação ao Supremo e que é “amigo” do poder. Esses eleitores garantiram a vitória de Zema no primeiro turno no ano passado.

Ao agir tão antecipadamente, Pacheco quer dissociar suas ações presentes e futuras das eleições de 2026. Ainda assim, ele conta que suas falas duras e sua briga para votar a PEC fiquem na memória do eleitorado.